O que entra no custo de uma parada
O custo de downtime (tempo de máquina parada) costuma ser subestimado porque só o reparo aparece na nota fiscal. Os outros componentes ficam espalhados pela empresa:
- Produção perdida: a margem que deixa de ser gerada enquanto o equipamento está parado.
- Mão de obra ociosa: operadores que continuam sendo pagos sem produzir.
- Reparo: peças, serviços terceirizados e horas da manutenção.
- Custos de urgência: frete expresso, hora extra para recuperar a produção, refugo de material, multas contratuais por atraso.
Produção perdida: faturamento ou margem?
Use a margem de contribuição por hora (o que sobra depois dos custos variáveis), não o faturamento bruto. Se a parada só atrasou a produção e ela foi recuperada depois com hora extra, a produção não foi perdida: coloque zero nesse campo e lance o custo da hora extra em “custos extras”.
Em linhas que trabalham no limite da capacidade, a hora parada raramente é recuperada — e aí a margem perdida costuma ser a maior parcela do custo.
Como reduzir o custo de paradas
O caminho é atacar as duas pontas: falhar menos (aumentar o MTBF com manutenção preventiva e preditiva) e consertar mais rápido (reduzir o MTTR com peças disponíveis no estoque, histórico do equipamento à mão e o técnico recebendo a ordem de serviço no celular).
Use também a calculadora de MTBF e MTTR para ver como cada uma dessas melhorias muda a disponibilidade.